10 coisas que você deve saber sobre a ‘naninha’ do seu filho!

Vamos falar sobre as famosas “naninhas” que a maioria das mães já conhecem. Os paninhos, fraldinhas ou ursinhos costumam fazer sucesso entre os bebês. Sua importância é tão grande que até os personagens infantis os carregam consigo onde quer que estejam. Quem não se lembra da Mônica e o seu coelhinho sansão? Ou da Peppa Pig e o ursinho Teddy?

O nome técnico é ‘objeto de transição’ e vamos entender o porquê desse nome.

1. O que são objetos de transição?

Este termo foi criado na década de 50 pelo pediatra e psicanalista Donald Winnicott. Segundo ele, o bebê no início da vida imagina que ele e sua mãe são a mesma pessoa. Logo, ter um objeto de transição significa segurança e conforto ao bebê.

Com o passar dos meses, ele vai percebendo que a mãe nem sempre pode estar presente em todos os momentos e que ele precisa exercer a sua individualidade. É por isso que os pequenos procuram apoio nesses objetos – seja um ursinho, paninho ou fralda. O pediatra Dr. Moises Chencinski também reforça que a naninha proporciona tranquilidade às crianças, já que podem vir a substituir o colo materno no imaginário infantil.

2. Por que os bebês gostam de naninhas?

Uma naninha usada com frequência torna-se um objeto familiar. É um lembrete portátil do conforto e da segurança da mãe, do pai e do lugar onde vivem. Além de acalmar, a escolha de um item pela criança ajuda a ganhar confiança para enfrentar outros obstáculos da vida, incluindo a hora de dormir sozinho, o primeiro dia na escola e etc. 

 

3. Naninhas e a melhora o sono.

Mais da metade dos bebês se apegam a uma naninha. Uma companhia no berço é uma ótima estratégia para ajudá-lo a dormir a noite inteira, visto que o "objeto" de estimação sempre estará lá para confortar a criança caso ela acorde no meio da madrugada.

Com isso, muitas crianças ficam mais confiantes e passam a dormir a noite toda, pois se sentem seguras com o "amiguinho" ao lado.

 

4. Acalma (e muito)

É impressionante como eles se acalmam toda vez que pegam e abraçam esses objetos!

“No primeiro ano de vida, a criança se liga a esses objetos como forma de conseguir suportar a ausência materna. É como se aquele paninho ou bichinho representasse uma parte da mãe que fica com a criança quando ela está longe”, explica a psicóloga Ana Carolina Takenaka Medeiros, supervisora da Brinquedoteca do Hospital Israelita Albert Einstein. “No geral, este brinquedo está associado à rotina de dormir e elas não gostam que eles sejam substituídos e nem mesmo lavados”, afirma Ana Carolina.

 

5. É saudável

A naninha diminui a ansiedade do bebê nos momentos de separação da mãe, além de marcar uma fase importante do desenvolvimento psíquico. Através da interação com o meio e com o objeto de transição, o bebê passa a desenvolver criatividade, imaginação, cognição e afetividade.

 

6. Segurança

Procure objetos que sejam pouco volumosos e que não tenham partes que possam se soltar e acabar na boca do bebê, como botões, por exemplo. Evite também que seja cobertores grandes e pesados, pois tem o risco de sufocamento. Prefira um bichinho ou bonequinho que a criança consiga carregar (e que caiba na sua mala caso vocês viajem para algum lugar, ou se o bebê for dormir na casa da vovó, por exemplo). 

Também é melhor colocar a naninha mais perto da barriga ou dos pés do bebê do que da cabeça, enquanto ele estiver no berço, especialmente quando o bebê ainda for bem pequeno.

 

7. Deve ser lavado (se for mesmo preciso)

O ideal é não lavar, pois o cheiro do item costuma remeter à mãe, e isso deve ser respeitado. Porém, como algumas crianças o carregam para todo lado, é inevitável que suje. A recomendação, então, é lavar se preciso. Seu filho notará a diferença, mas deixá-lo sujo pode trazer riscos à saúde, já que entra em contato com o nariz, olhos e boca. Uma conversa em que se estabeleçam acordos é a melhor solução – você pode sugerir que ele procure um objeto substituto ou para garantir, tenha sempre 2 iguais.

 

8. Como introduzir a naninha ao seu bebê

Um bom truque para transformar um bichinho, bonequinho ou paninho em objeto de estimação do bebê é deixá-lo bem perto de você por algum tempo, para pegar o seu cheiro, que é tiro e queda para acalmar a criança. Além disso, repetição e persistência.

Colocar o bebê acordado no berço e a naninha pode fazer toda a diferença. A hora de dormir é um momento de separação dos pais, e ter a “companhia” de um objeto pode dar segurança e ajudar o filhote a se acalmar mais rápido. Esses objetos são excelentes substitutos da orelha das mães, da mão, dos cabelos, do braço (que muitos bebês precisam mexer até pegar no sono)

 

9. Esqueceu na casa da vó? Precisou lavar?

E, se o seu filho se apegar mesmo ao bichinho ou bonequinho, compre um de reserva, e vá revezando entre os dois. Assim você pode lavar o companheiro querido sem dramas, e evita uma catástrofe se por acaso esquecer o bichinho em algum lugar. 

Se você esqueceu na casa da vó e percebeu só quando chegou em casa, sabe bem o trabalho que isso pode dar. Algumas crianças sentem dificuldade para dormir, podem ficar manhosas e cair no choro.

 

10. Passou da hora

Não há idade ideal para largar o objeto de transição. Em geral, o objeto é gradualmente substituído por outros interesses e, dos 3 aos 5 anos, a criança já tem condições de deixá-lo – cada uma no seu tempo, que é emocional e não cronológico.

 

Fontes:

BabyCenter Brasil; Revista Crescer; Gláucia Faria da Silva, psicanalista e psicóloga do Hospital Infantil Sabará (SP); Melina Blanco Amarins, psicóloga e psicopedagoga do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Rita Lous, psicóloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

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